O Acidente Vascular Cerebral ocorre quando o fluxo de sangue para uma região do cérebro é interrompido ou quando um vaso cerebral se rompe.
No AVC isquêmico, uma artéria é obstruída por um coágulo ou por outro mecanismo que reduz a circulação. No AVC hemorrágico, ocorre o rompimento de um vaso e o extravasamento de sangue dentro ou ao redor do cérebro.
Os dois tipos exigem reconhecimento rápido e atendimento hospitalar imediato.
Os sintomas normalmente aparecem de forma súbita e podem incluir fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, assimetria facial, dificuldade para falar ou compreender, alteração da visão, perda de equilíbrio, tontura, dificuldade para caminhar e dor de cabeça intensa sem causa aparente.
Confusão mental, convulsões, sonolência intensa e perda de consciência também podem ocorrer.
Na presença de qualquer um desses sinais, ligue imediatamente para o SAMU pelo número 192 ou procure um serviço hospitalar de emergência.
A consulta em clínica não substitui o atendimento emergencial durante a fase aguda do AVC.
No ambiente hospitalar, a investigação deve ser realizada rapidamente por meio de avaliação neurológica e exames de imagem.
Tomografia, ressonância, angiotomografia e outros exames podem ajudar a identificar o tipo de AVC, o local afetado e a situação dos vasos cerebrais.
Essas informações são fundamentais para definir quais tratamentos podem ser utilizados e se o paciente preenche os critérios para uma intervenção específica.
Em casos selecionados, o tratamento pode envolver medicamentos para dissolver o coágulo ou trombectomia mecânica.
A trombectomia é um procedimento endovascular realizado por cateterismo, no qual dispositivos específicos são conduzidos até o local da obstrução para remover o coágulo e tentar restabelecer o fluxo sanguíneo.
A indicação depende do tempo de início dos sintomas, do vaso afetado, dos exames de imagem e das condições clínicas do paciente.
A conduta depende da localização, do volume e da causa do sangramento, além do estado neurológico do paciente.
Algumas situações exigem monitoramento clínico intensivo. Outras podem necessitar de cirurgia ou tratamento endovascular, especialmente quando a hemorragia está relacionada a um aneurisma ou a uma malformação vascular.
Após o atendimento emergencial, o acompanhamento pode ser importante para compreender a causa do AVC, avaliar alterações vasculares e discutir os próximos passos.
A análise especializada também pode contribuir nos casos em que o paciente ou a família buscam uma segunda opinião sobre exames, procedimentos ou possibilidades terapêuticas.